domingo, 8 de maio de 2011

Estado do Tapajós. A luta de uma região.

Sempre tive orgulho de ser paraense, e nascido em Belém onde morei até meus 16 anos, orgulho de ter nascido num estado como o Pará, rico e pobre ao mesmo tempo, meu pai falecido que trabalhava na receita estadual me contava como Santarém na época era a segunda cidade mais arrecadava impostos estaduais, eram milhões que iam para a capital e voltava nem um décimo desta quantia, e sempre foi assim, como todo estado onde o bruto arrecadado vai pra a capital e é dividido depois entre os municípios, vejam bem, o Pará tem milhares de municípios e comunidades, o estado a muito tempo não está dando conta de administrar o crescimento populacional, a própria capital não está conseguindo se auto administrar, o desemprego é grande, e a violência está sem controle, como então vão controlar a violência nos outros municípios se a sede do governo é o exemplo maior de criminalidade. A região Amazõnica é muito grande, e isso dificulta até o combate ao desmatamento. Dividir o estado não irá destrui-lo como alguns pensam, continuaremos sendo cidadãos paraenses morando em outros estados, estados estes que terão sua própria capital e arrecadação própria, dinheiro que ficará aqui na região,  e posteriormente repassado aos municípios, todos saíram ganhando, menor território para administrar, maior quantidade de dinheiro que ficará em cada estado, sem precisar ser dividido em pequenas quantidades, cada estado, Tapajós, Pará e Carajás serão independentes um do outro, pois cada um tem como arrecadar sua própria receita. Não devemos ter medo do novo, do futuro incerto, medo de não dar certo, todos os 3 estados tem como vencerem, pois não esqueçam que somos nós, pessoas, seres humanos e cidadãos que habitam neles é que farão dar certo. Nada de negativismo, claro que enfrentaremos muitos obstáculos, como a corrupção, presente no Brasil inteiro e que aqui não será diferente, mas que encontrará um povo mais preparado e politizado, sabedor de seus direitos e deveres, direito de votar em governantes honestos e o dever de cobrar destes governantes os seus direitos.  

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